A roupa do encontro

March 12, 2019

 

Sábado passado participei de um evento muito especial. Quando digo especial, significa especial para mim. Nada de glamour, alta sociedade ou influencers! rs! Uma festa que ajudei a planejar um pouco mas, mais do que isso, que botei muita pilha pra acontecer. Que celebrou dois aniversários de um casal lindíssimo, que merece celebrar com seus queridos todos os dias.

 

E no grande dia teve chuva vindo da terra, cobertura quebrando, falta de luz e mais o que conseguir pensar. Na real, dessa parte mais tensa eu não participei. Estava em casa, me arrumando e pensando com o marido: Quanto tempo faz que não vamos a uma festa que não é nossa, que não é só descer as escadas, que na volta nossa casa vai estar ok, enfim, um sentimento diferente. Foi aí que me peguei trocando de roupa umas 25 vezes, ou mil e sessenta - como diz a Mia. É, quando não estamos na pegada da produção, a praticidade perde um pouco a força e os devaneios vencem.

 

Pra quem você se veste?

 

- Não estou conseguindo encontrar A roupa! Me deu uma pane. Comecei a pensar no porquê de estar nessa e imediatamente segui praquela velha história de pra quem a gente se veste.

 

O evento seria uma mistura de pessoas bem específica: amigos da vida, familiares deles, pessoas que estão entrando na minha vida agora e que se conectam com a minha vida de mãe. Não tinha crise na equação. São pessoas que me vêm diariamente quando deixo meus filhos na escola, naquele estado acabei de acordar e a noite foi tensa! Outras que já me viram antes dos filhos, durante a gravidez e depois dos filhos. Que já acordaram em viagens antes das 6 da manhã ao teu lado e sabem bem o que esperar.

 

Estou preocupada em como vou parecer para as pessoas que não me conhecem tão bem? Ou a preocupação é de me arrumar de uma forma diferente para quem já me conhece? Quero estar “bonita” para quem? Marido? Amigas? Entendi que não era só uma preocupação que estava dificultando o processo. Na verdade, eram vários desejos.

 

E esses desejos não tem a ver só com a mistura de pessoas e fases da minha vida mas, principalmente, com o lugar maravilhoso que é o encontro.

 

Sim, eu sou da bagunça! De sair por aí sem saber direito se volta logo ou se emenda. Pode ser com amigos, em casal ou com as crianças. Sabe aquele negócio de ir numa exposição, seguir pro almoço, café, cinema, quando viu tá de noite? E tive/tenho a sorte de estar sempre (bem) acompanhada por pessoas que partilharam/partilham esse rolê.

 

Mas de volta ao encontro. O encontro é algo a mais.

 

Pode ser inesperado e daí é surpreendente. Mas nesse caso, estava dado: quem, onde, quando, o som e até os drinques. E o que eu queria levar pra esse encontro? Então… TUDO de bom.

Queria levar a possibilidade de estar aberta para o novo sem perder o que é antigo e querido em mim. De ouvir outros pontos de vista, outras visões de mundo, assimilar o que faça sentido, descartar educadamente o que não me pega. Me divertir, falar com pessoas que nem sempre consigo, me sentir tão bem que apenas a minha vibração traga sentimentos bons pra quem estiver por perto. (Claro que tem dia que estou borocochô, que não tô afim de papo, todo mundo tem! mas esse dia definitivamente não era um desses!)

 

E na prática foi assim: quando entendi que queria levar bom humor, disposição e disponibilidade tirei sapato e coloquei tênis. Também quis leveza e conforto. Tenta colocar uma anágua por baixo do vestido que tá muito curto. Ficou muito arrumado. Troca tudo por aquele que dança sozinho, aquele que não tem decote mas veste super bem, o que se olhar de um lado é muita roupa e do outro é exatamente o necessário. E ficou meio fechadão e eu queria a tal da abertura. Então aproveita pra usar aquele colar de corpo que nunca sai de casa, e põe mais um, e umas 15 pulseiras pra dar um balanço e um paranauê. Tá lindo! Tem um tanto de improvável, que eu gosto! Mas o sapato podia conversar mais com esse brilho. Afinal, aprendi sábado retrasado que Gente é pra Brilhar! E muito! Tira o tênis e experimenta esse outro aqui. Pronto. Capricha no make mas não tanto, que não dá pra ficar enrijecida (rebocada). Vai ter muito beijo, abraço e suor pela frente... Pega mais o quimono que se desfaz (sim, foi comprado no fast-fashion uma vida atrás) mas que eu amo e vou usar até acabar - só pra dar uma causada!

 

Encontrar-se consigo!

 

Fui feliz, não me senti estranha (além do normal!) hora nenhuma e levei na essência todas as intenções que queria. E pensando sobre esse negócio do encontro no caminho de ida e depois, nesses dias que passaram, percebi que quando o “outro” entra em cena, pode ser algo tão forte que se eu não estiver preparada parece que dou uma encolhida. Preparada quer dizer alinhada com a sua própria expectativa. Ou pronta para o que VOCÊ permitir que aconteça. - Você que manda - É sempre bom lembrar. E descobri também que quanto melhor eu me sinto, mais quero expandir esse sentimento bom. Expandir amor, felicidade e bem estar.

E a roupa tem esse quê de couraça e de aura e de embrulho. Não tem?

 

Pra mim, vale muito a pena pensar em vestir-se de bons fluídos.

 

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